Queridos Leitores,
Nós, alunos do 5º ano C, estamos estudando “Contos de Mistério”.
Já escrevemos um texto e agora estamos trabalhando no nosso segundo conto.
Neste processo de criação tivemos uma parceria com a Carol, da biblioteca. Nosso objetivo era aprimorar nosso modo de descrever cenários e personagens, para que nossos contos ficassem vivos, ricos e mais claros.
Aproveitando que estávamos lendo os livros escritos pelo autor Marcos Rey, a Carol selecionou um trecho do “Mistério do Cinco Estrelas” onde havia uma boa descrição de cenário e personagens. Neste trecho, além da descrição espacial do ambiente, havia detalhes sobre a paisagem sonora e olfativa e percebemos que este tipo de descrição ajuda o leitor a imaginar muito melhor a cena.
Depois dessa experiência, a Carol selecionou uma imagem de um livro desconhecido para exercitarmos esta descrição. Primeiro, fizemos individualmente em nosso caderno, depois compartilhamos a leitura dos textos e comentamos sobre os pontos positivos e o uso de um vocabulário mais elaborado.
Por fim, fizemos um texto coletivo juntando as melhores ideias. Esperamos que vocês gostem e se inspirem para ler o livro ou escrever seus próprios cenários!
Um abraço,
Alunos do 5º.C.
Maio 2015
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Descrição coletiva do cenário das páginas centrais do livro: Veludo - A história de um ladrão de Silvana D’Angelo e Antonio Marinomi
Em uma manhã ensolarada, a lareira dizia que o frio era intenso. Porém, as crianças brincavam sem casaco, o que contrariava a presença do fogo. O cheiro de fumaça se desmanchava no ambiente, pois a porta estava aberta. A casa era um tanto velha e um tanto chique e, embora as crianças brincassem, o ambiente estava silencioso.
Na sala principal, o papel de parede era listrado e escuro e havia duas poltronas com textura macia, ostentando a riqueza de seus moradores. Outros objetos também demonstravam o luxo da decoração do ambiente: lustres antigos, obras de arte distribuídas pelas paredes, candelabros de prata e livros raros que repousavam em uma mesa lateral, demonstrando que o hábito da leitura fazia parte da vida daquela família.
As portas que davam acesso a outros cômodos eram de estilo francês, pois se abriam no meio. Entretanto, havia outros elementos misteriosos nesta sala. Estranhamente, um instrumento musical pegava fogo na lareira, fazendo um cheiro de madeira queimada, parecendo uma fogueira. Uma mão no alto da parede não deixava dúvidas que havia algo de suspeito no ar: era um enfeite ou uma assombração? Para completar, havia um homem esguio e mascarado entrando na sala. Ele usava luvas pretas para, provavelmente, não deixar marcas das suas digitais. Tudo indicava que suas intenções não eram boas. Será que queria roubar algum objeto valioso? Será que queria sequestrar as crianças? Curiosamente, tinha um gato preto sentado no chão da sala. O gato e o homem olhavam na mesma direção sugerindo a presença de mais alguém naquela casa.